Plagiando Roosevelt, que pronunciou no dia 08 de dezembro de 1941 (um dia após o ataque japonês a Pearl Harbor) a seguinte frase, durante discurso no congresso dos EUA; "Ontem, 07 de dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia", esta famosa frase bem poderia ser aplicada a 11 de setembro de 2001, nesta semana, revivemos a tragédia e nos demos conta que já se passaram 10 anos, estamos todos 10 anos mais velhos e as lembranças do dia ainda não se apagaram.
Sendo um pouco mais crítico, podemos dizer que foram apenas dois prédios destruídos, e cerca de 2900 mortos, a história registrou dezenas de outros massacres, guerras, cercos e bombardeios que mataram mais e de forma mais sofrida.
Apenas no século XX, podemos nos lembrar das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, do famoso bombardeio de Dresden na Alemanha durante a segunda grande guerra, onde se estima mais de 140 mil mortos, podemos nos lembrar dos ataques ao Vietnã com bombas de napalm, enfim, só na segunda guerra foram cerca de 50 milhões de mortos, então porque 11 de setembro está tão marcado ? afinal, são os americanos um dos maiores algozes do mundo nos últimos 100 anos.
Acredito que o principal motivo seja o desencadear de mudanças comportamentais, sejam de caráter individual, sejam de aspecto corporativo. O dia 11 de setembro de 2001 provocou uma aceleração da tecnologia e uma fúria sem paralelo por segurança. Em nome da segurança, viajar tornou-se um martírio (necessário, diga-se de passagem), os americanos, por força de lei, promulgaram o ATO PATRIÓTICO, através deste ato, podem prender qualquer individuo sem acusação formal, um retrocesso legal, semelhante aos tempos dos césares. As empresas em território estadunidense, perderam até a privacidade de suas informações, e-mails, blogs e informações individuais podem ser violadas sem que a lei possa intervir.
No momento, a onda tecnológica é o Cloud Computing ou a computação em nuvem, as empresas e pessoas passarão cada vez mais a utilizar recursos de computação hospedados em locais remotos como, por exemplo, datacenters espalhados pelo mundo, a Microsoft lançou a plataforma Azure que é a sua nuvem dos aplicativos na internet, mas, a sua informação e de sua empresa podem ser acessadas pelo governo americano? Lembro que várias empresas de outros países se negam a utilizar hospedagem de aplicativos em que os datacenters estejam nos EUA devido à lei americana, e nós? Qual o posicionamento jurídico das empresas?
Podemos competir com empresas americanas tendo o acesso e o sigilo aos dados das nossas empresas expostos?
São perguntas que precisam ser feitas e as respostas devem ser rápidas, pois a "nuvem" é uma tempestade e vai pegar a todos, espero que estejamos de guarda chuvas.
No próximo post, vamos comentar sobre governo eletrônico e computação em nuvem...
Até mais!
Carlos Maffei
Nenhum comentário:
Postar um comentário